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sábado, 12 de outubro de 2013

Nos meus sonhos, na minha realidade, (nas nuvens)

  Nos meus sonhos... Estive a voar pelo longo e solitário céu, o mesmo céu da lua prateada, que por vezes atende pedidos verdadeiros, que ilumina os jovens casais noturnos, eles estando apaixonados ou não. Das estrelas que viajam sem rumo, rasgando a imensidão escura.
  Nos meus sonhos, deito acima das nuvens, é confortável, mais me deparo sobrevoando abaixo de toda essa tempestade, tremo diante o barulho do trovão, com medo ainda a tremer, olhando as tristes nuvens que deixa o dia cada vez mais cinza, e desaba rios sobre mim, como fosse suas lagrimas que estão brutalmente a desabar.
 Nos meus sonhos entrei em uma das nuvens, que ofusco minha visão e alterou meu destino, então consegui me liberta, me deparando com pássaros negros, que cantam no morrer da noite, mensageiros entre a vida e a morte, eles me mostraram o seu segredo.
  Nos meus sonhos, eu desabei mais rápido do que poderia notar, estou rumo ao horizonte perdido, mais ao sul do que você poderá enxerga, sem destino, somente na esperança que o forte vento me levar para casa, me leve para longe daqui, nisso perdi o rumo, estou na direção do abraço apertado com a solidão, para um mundo frio sem paixão, ando em voltas congelando lentamente, tenho meu corpo anulado.
  Na minha realidade... Acordo com a última gota da goteira a cair sobre o meu rosto, olho para o lado e vejo a minha cama inundada, me levanto, abro a cortina, me deparo com um terrível temporal, percebo minha realidade esta aproximando dos meus sonhos, então um raio viola-se contra o chão, fico espantado com sua claridade, rasgando o escuro céu, das cinzentas nuvens, ainda sonolento vou e lavo o meu rosto, e novamente me deito, sem muito para me conforma.

 Sinto-me sozinho novamente, e distante de todos e de tudo, em um mundo frio, talvez mais frio que dos meus sonhos, onde talvez nem eu seja o único capaz de amar, uma forte ventania se aproxima e eu torço para que me leve para meu porto seguro.
domingo, 1 de setembro de 2013

E se...

E se... Eu parasse para observasse os desenvolvimentos das flores, os nascimentos das pétalas, com a paciência de quem nunca tem pressa, sem a correria ocasionada pela pressa do mundo moderno, sem as obrigações e o tempo livre de uma criança?
E se... Eu lesse as palavras de um jovem escritor, na idealização de sua amada, pudesse captar toda sua dor, pelo que é platônico..Eu me perder, em cada estrofe, e não me encontrar?
E se... Você acreditar de maneira cega nas que palavras, no que elas significam se afogar na minha essência, se ferir na minha maldição?
E se... O compositor não achar mais a melodia certa para torna
E se... Você estivesse do meu lado? Dedilhando o violão, cantando simples melodias para que eu calmamente repouse?
E se... Você ver a pessoa amada, descansar para sempre, e lentamente o corpo dela esvanecer?
E se... As palavras perderam o significado, só restar desentendimento, os conflitos de hoje se tornarem pequenos, comparado que poderia estar por vim.  
E se... O primeiro abraço torna-se o último, as emoções se corromperem, e tudo se perde
E se perdemos a chance de começarmos tudo de novo, de nos recriamos, continuarmos caídos, qual séria sua ação, ao tentar curar o seu coração partido?      

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quarta-feira, 24 de julho de 2013

O último romântico

Eis um garoto que passa seu tempo sozinho que aprendeu no silêncio da solidão, admirar a direção que vento soprar, tocando em seu cabelo de forma tão gentil, em dias tão solitários ele abre os seus olhos, castanhos claro como o mel e calmamente olha tudo em sua volta, e tenta buscar uma única razão para sorrir, triste garoto que vê tudo pela janela, para o mais belo campo e desvia seu olhar atentamente para o céu, e não consegue ver o deslumbre do simples ao mesmo tempo complexo céu, de beleza única, tanto do dia ou como da noite, o céu do sol que aquece e da lua que encanta banhando a noite deixando o amor um tom mais prata, que faz o poeta sonhar, e o homem nela querer pisar, mais para aqueles que sofrem por amor seu mundo recusa a realçar tons que não sejam escuros, sonhando com o mundo feito por cores primas, não importa para onde ele olhe não pode presenciar a beleza de um arco-íris, ele é um sonhador com tantos sonhos tão simples, buscando o seu tão sonhado pote de ouro do outro lado, tão distante, é uma busca eterna por amor, nenhum canto em volta aos sete mares parece confortante, ele só vê o outro lado do prisma onde há ausência da luz, ele só vê o vazio, a solidão onde é condicionado a viver, teme aceitar a mesma como uma velha amiga, em tantas noites de frustração ele se afoga na sua própria mente e o choro desperta, as lagrimas simplesmente vem sem convite prévio, escorrem até molhar o velho tapete judiado pelo tempo, os anos se passam e ele esta deixando de ser um garoto assim como o tapete, o tempo também esta judiando dele, e ele esta se cansando, no meio do cansaço foge da realidade, com pensamentos sobre sua infância, como a vida era antes de conhecer o sofrimento, de seu coração bater sem doer, de não conhecer o pânico de agonizar pelo chão, de ser um livro aberto, de se jogar de cabeça em cada relação, de amar em demasiado, de seus sentimentos, cansado de ser tão vulneral, tão sensível, os ensinamentos aprendidos em seu momento de fraqueza, uma vez disseram que garotos não choram, então a partir desse momento ele percebeu que não chorava mais como um garoto, mais sim como um homem, pois era uma nova situação, que um garoto não conseguiria conviver, não importa a  dor e tristeza que suporta em seu coração, não importa quantas vezes seu coração foi partido, somos o que podemos ser e isso faz ele ser quem é? Oculto na fumaça de seu cigarro, exposto na bebedeira no meio da noite, em suas vestes escuras, vivendo por amores nostálgicos, idealizados e platônicos, querendo sempre mudar o seu jeito, sua rotina, mais de certa forma ele é exatamente o que queria ser, somente não reconheceu eterna reciprocidade, mais às vezes ele consegue sorrir por ser nada mais e nada menos do que realmente é, sendo um pouco de mim e um pouco de você, que ainda insiste em viver por amor, mesmo que se sente único, em compreender sentimentos tão incomuns para tantas pessoas, um simples apaixonado, sem ter o que amar, e abraçando tudo como uma nova saída ao mesmo tempo, idealizando um mundo onde todas as pessoas vivem por amor e onde a dor se torne raridade.
quarta-feira, 26 de junho de 2013

O Ancião

Perdido em seus dias, sem percepção exata do passado, nostálgico, sem destino, com bastardas glórias, seu olhar é baixo e cansado, envolto de trapos velhos e imundos, confuso e indiferente com atuais valores sociais, ele está sozinho, sexta geração de uma família horrivelmente miserável.
O rigoroso inverno se aproxima, sem agasalhos apropriados, ele se apega ao seu crucifixo, e vive por intermédio de orações, entre o frio e o desespero, a fome presente de quem vive sem abrigo, um antigo herói de guerra, um eterno desertor do amor, feridas abertas na ponta da lança do inimigo, feridas abertas por desilusões amorosas, abandonado pela família, sozinho ferido ele chora e treme.
Viajando sozinho, antigamente viajava organizando a linha de frente de legiões, seu caminho sempre foi cansativo, sua trouxa com seus poucos pertences, pesam as sua danificada costa, ele perdeu a batalha para o inimigo intimo, que atacou com tochas na mão, há quem um dia foi acolhido em seu lar, de boa vontade, inimigo que levou sua dignidade, e sua identificação, sua renumeração e seus pertences.
Sem a benção amaldiçoada do velho jovem, conhecido como Dorian Gray, das obras do Oscar Wilde, essa é a vida real, por algumas vezes mais melancólica do que a ficção, sua idade pesa, seu prazo de validade esta se esgotando, seu corpo é um emaranhado de tripas e cicatrizes, vulnerável, e seu único arrependimento não ter se jogado de cabeça no amor enquanto teve chance, hoje se jogaria em um buraco negro caso o amor fosse a ele oferecido.       


sexta-feira, 3 de maio de 2013

Relacionamentos

Ela foi um sonho frio com sentimentos pegando fogo, eu fui como o calor, sufocando o ar com um temperamento seco, fui como os dias de invernos, fazendo você se retirarem para longe dos meus braços, somos como as brisas de verão dançantes, em volta das árvores, de baixo do carvalho, encima do branco lenço estirado ao chão, nos galhos cercados de sua folha, quando batia a luminosidade do sol, da copa do carvalho, nascia à sombra, que evitava a minha visão ficar borrada e opaca, causada pela luz da grande estrela que ilumina os dias de verão, você foi como a água sem movimento, tão calma e serena que trouxe paz ao meu ser, eu fui o vinho tinto envenenado, clássico e agitado, que aos poucos matou você de uma vida sem amor, como a história bíblica fui o lado da maça que leva um mundo pervertido, e a sua metade de um mundo inocente e puro a ser preservado, fomos o vento subordinado do inverno, a brisa fria que balança o balanço amarrado na sombra, de fabricação manual para uma doce criança, fomos o frio o calor, o sentimento um do outro, e você me salvou de viver congelado do mundo afora, com cada abraço fomos o calor, mais isso foi um relacionamento e sempre deixa marcas um no outro, de uma vida que é vista posteriormente de dias sem amor, e só sobra farpas cegas de palavras malditas que arranha nossos corações.