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Lucas Antunes. Tecnologia do Blogger.
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sábado, 12 de outubro de 2013
Nos meus sonhos, na minha realidade, (nas nuvens)
Nos meus sonhos... Estive a voar pelo longo e solitário céu, o mesmo céu da lua
prateada, que por vezes atende pedidos verdadeiros, que ilumina os jovens
casais noturnos, eles estando apaixonados ou não. Das estrelas que viajam sem
rumo, rasgando a imensidão escura.
Nos meus sonhos, deito acima das nuvens, é
confortável, mais me deparo sobrevoando abaixo de toda essa tempestade, tremo
diante o barulho do trovão, com medo ainda a tremer, olhando as tristes nuvens
que deixa o dia cada vez mais cinza, e desaba rios sobre mim, como fosse suas
lagrimas que estão brutalmente a desabar.
Nos
meus sonhos entrei em uma das nuvens, que ofusco minha visão e alterou meu
destino, então consegui me liberta, me deparando com pássaros negros, que
cantam no morrer da noite, mensageiros entre a vida e a morte, eles me
mostraram o seu segredo.
Nos meus sonhos, eu desabei mais rápido do
que poderia notar, estou rumo ao horizonte perdido, mais ao sul do que você
poderá enxerga, sem destino, somente na esperança que o forte vento me levar
para casa, me leve para longe daqui, nisso perdi o rumo, estou na direção do
abraço apertado com a solidão, para um mundo frio sem paixão, ando em voltas
congelando lentamente, tenho meu corpo anulado.
Na minha realidade... Acordo com a
última gota da goteira a cair sobre o meu rosto, olho para o lado e vejo a
minha cama inundada, me levanto, abro a cortina, me deparo com um terrível temporal,
percebo minha realidade esta aproximando dos meus sonhos, então um raio viola-se
contra o chão, fico espantado com sua claridade, rasgando o escuro céu, das
cinzentas nuvens, ainda sonolento vou e lavo o meu rosto, e novamente me deito,
sem muito para me conforma.
Sinto-me
sozinho novamente, e distante de todos e de tudo, em um mundo frio, talvez mais
frio que dos meus sonhos, onde talvez nem eu seja o único capaz de amar, uma
forte ventania se aproxima e eu torço para que me leve para meu porto seguro.
domingo, 1 de setembro de 2013
E se...
E se... Eu parasse para observasse
os desenvolvimentos das flores, os nascimentos das pétalas, com a paciência de
quem nunca tem pressa, sem a correria ocasionada pela pressa do mundo moderno,
sem as obrigações e o tempo livre de uma criança?
E se... Eu lesse as palavras de um jovem escritor, na idealização de sua amada,
pudesse captar toda sua dor, pelo que é platônico..Eu me perder, em cada
estrofe, e não me encontrar?
E se... Você acreditar de maneira cega nas que palavras, no que elas significam
se afogar na minha essência, se ferir na minha maldição?
E se... O compositor não achar mais a melodia certa para torna
E se... Você estivesse do meu
lado? Dedilhando o violão, cantando simples melodias para que eu calmamente
repouse?
E se... Você ver a pessoa amada, descansar para sempre, e lentamente o corpo
dela esvanecer?
E se... As palavras perderam o
significado, só restar desentendimento, os conflitos de hoje se tornarem
pequenos, comparado que poderia estar por vim.
E se... O primeiro abraço torna-se
o último, as emoções se corromperem, e tudo se perde
E se perdemos a chance de começarmos tudo de novo, de
nos recriamos, continuarmos caídos, qual séria sua ação, ao tentar curar o seu
coração partido?
E se... Eu lesse as palavras de um jovem escritor, na idealização de sua amada, pudesse captar toda sua dor, pelo que é platônico..Eu me perder, em cada estrofe, e não me encontrar?
E se... Você acreditar de maneira cega nas que palavras, no que elas significam se afogar na minha essência, se ferir na minha maldição?
E se... O compositor não achar mais a melodia certa para torna
E se... Você ver a pessoa amada, descansar para sempre, e lentamente o corpo dela esvanecer?
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quarta-feira, 24 de julho de 2013
O último romântico
Eis
um garoto que passa seu tempo sozinho que aprendeu no silêncio da solidão,
admirar a direção que vento soprar, tocando em seu cabelo de forma tão gentil,
em dias tão solitários ele abre os seus olhos, castanhos claro como o mel e
calmamente olha tudo em sua volta, e tenta buscar uma única razão para sorrir,
triste garoto que vê tudo pela janela, para o mais belo campo e desvia seu
olhar atentamente para o céu, e não consegue ver o deslumbre do simples ao
mesmo tempo complexo céu, de beleza única, tanto do dia ou como da noite, o céu
do sol que aquece e da lua que encanta banhando a noite deixando o amor um tom
mais prata, que faz o poeta sonhar, e o homem nela querer pisar, mais para
aqueles que sofrem por amor seu mundo recusa a realçar tons que não sejam escuros,
sonhando com o mundo feito por cores primas, não importa para onde ele olhe não
pode presenciar a beleza de um arco-íris, ele é um sonhador com tantos sonhos
tão simples, buscando o seu tão sonhado pote de ouro do outro lado, tão
distante, é uma busca eterna por amor, nenhum canto em volta aos sete mares
parece confortante, ele só vê o outro lado do prisma onde há ausência da luz,
ele só vê o vazio, a solidão onde é condicionado a viver, teme aceitar a mesma
como uma velha amiga, em tantas noites de frustração ele se afoga na sua
própria mente e o choro desperta, as lagrimas simplesmente vem sem convite
prévio, escorrem até molhar o velho tapete judiado pelo tempo, os anos se
passam e ele esta deixando de ser um garoto assim como o tapete, o tempo também
esta judiando dele, e ele esta se cansando, no meio do cansaço foge da
realidade, com pensamentos sobre sua infância, como a vida era antes de
conhecer o sofrimento, de seu coração bater sem doer, de não conhecer o pânico de
agonizar pelo chão, de ser um livro aberto, de se jogar de cabeça em cada
relação, de amar em demasiado, de seus sentimentos, cansado de ser tão vulneral,
tão sensível, os ensinamentos aprendidos em seu momento de fraqueza, uma vez
disseram que garotos não choram, então a partir desse momento ele percebeu que
não chorava mais como um garoto, mais sim como um homem, pois era uma nova
situação, que um garoto não conseguiria conviver, não importa a dor e tristeza que suporta em seu coração, não
importa quantas vezes seu coração foi partido, somos o que podemos ser e isso
faz ele ser quem é? Oculto na fumaça de seu cigarro, exposto na bebedeira no
meio da noite, em suas vestes escuras, vivendo por amores nostálgicos,
idealizados e platônicos, querendo sempre mudar o seu jeito, sua rotina, mais de
certa forma ele é exatamente o que queria ser, somente não reconheceu eterna reciprocidade,
mais às vezes ele consegue sorrir por ser nada mais e nada menos do que realmente
é, sendo um pouco de mim e um pouco de você, que ainda insiste em viver por amor,
mesmo que se sente único, em compreender sentimentos tão incomuns para tantas
pessoas, um simples apaixonado, sem ter o que amar, e abraçando tudo como uma
nova saída ao mesmo tempo, idealizando um mundo onde todas as pessoas vivem por
amor e onde a dor se torne raridade.
quarta-feira, 26 de junho de 2013
O Ancião
Perdido em seus dias, sem percepção exata do passado, nostálgico,
sem destino, com bastardas glórias, seu olhar é baixo e cansado, envolto de
trapos velhos e imundos, confuso e indiferente com atuais valores sociais, ele
está sozinho, sexta geração de uma família horrivelmente miserável.
O rigoroso inverno se aproxima, sem agasalhos apropriados, ele
se apega ao seu crucifixo, e vive por intermédio de orações, entre o frio e o
desespero, a fome presente de quem vive sem abrigo, um antigo herói de guerra,
um eterno desertor do amor, feridas abertas na ponta da lança do inimigo,
feridas abertas por desilusões amorosas, abandonado pela família, sozinho
ferido ele chora e treme.
Viajando sozinho, antigamente viajava organizando a linha de
frente de legiões, seu caminho sempre foi cansativo, sua trouxa com seus poucos
pertences, pesam as sua danificada costa, ele perdeu a batalha para o inimigo intimo,
que atacou com tochas na mão, há quem um dia foi acolhido em seu lar, de boa
vontade, inimigo que levou sua dignidade, e sua identificação, sua renumeração e
seus pertences.
Sem a benção amaldiçoada do velho jovem, conhecido como
Dorian Gray, das obras do Oscar Wilde, essa é a vida real, por algumas vezes
mais melancólica do que a ficção, sua idade pesa, seu prazo de validade esta se
esgotando, seu corpo é um emaranhado de tripas e cicatrizes, vulnerável, e seu
único arrependimento não ter se jogado de cabeça no amor enquanto teve chance,
hoje se jogaria em um buraco negro caso o amor fosse a ele oferecido.
sexta-feira, 3 de maio de 2013
Relacionamentos
Ela foi um sonho frio com sentimentos pegando fogo, eu fui como
o calor, sufocando o ar com um temperamento seco, fui como os dias de invernos,
fazendo você se retirarem para longe dos meus braços, somos como as brisas de
verão dançantes, em volta das árvores, de baixo do carvalho, encima do branco
lenço estirado ao chão, nos galhos cercados de sua folha, quando batia a
luminosidade do sol, da copa do carvalho, nascia à sombra, que evitava a minha
visão ficar borrada e opaca, causada pela luz da grande estrela que ilumina os
dias de verão, você foi como a água sem movimento, tão calma e serena que
trouxe paz ao meu ser, eu fui o vinho tinto envenenado, clássico e agitado, que
aos poucos matou você de uma vida sem amor, como a história bíblica fui o lado
da maça que leva um mundo pervertido, e a sua metade de um mundo inocente e
puro a ser preservado, fomos o vento subordinado do inverno, a brisa fria que
balança o balanço amarrado na sombra, de fabricação manual para uma doce
criança, fomos o frio o calor, o sentimento um do outro, e você me salvou de
viver congelado do mundo afora, com cada abraço fomos o calor, mais isso foi um
relacionamento e sempre deixa marcas um no outro, de uma vida que é vista
posteriormente de dias sem amor, e só sobra farpas cegas de palavras malditas
que arranha nossos corações.
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