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Lucas Antunes. Tecnologia do Blogger.
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quarta-feira, 24 de julho de 2013
O último romântico
Eis
um garoto que passa seu tempo sozinho que aprendeu no silêncio da solidão,
admirar a direção que vento soprar, tocando em seu cabelo de forma tão gentil,
em dias tão solitários ele abre os seus olhos, castanhos claro como o mel e
calmamente olha tudo em sua volta, e tenta buscar uma única razão para sorrir,
triste garoto que vê tudo pela janela, para o mais belo campo e desvia seu
olhar atentamente para o céu, e não consegue ver o deslumbre do simples ao
mesmo tempo complexo céu, de beleza única, tanto do dia ou como da noite, o céu
do sol que aquece e da lua que encanta banhando a noite deixando o amor um tom
mais prata, que faz o poeta sonhar, e o homem nela querer pisar, mais para
aqueles que sofrem por amor seu mundo recusa a realçar tons que não sejam escuros,
sonhando com o mundo feito por cores primas, não importa para onde ele olhe não
pode presenciar a beleza de um arco-íris, ele é um sonhador com tantos sonhos
tão simples, buscando o seu tão sonhado pote de ouro do outro lado, tão
distante, é uma busca eterna por amor, nenhum canto em volta aos sete mares
parece confortante, ele só vê o outro lado do prisma onde há ausência da luz,
ele só vê o vazio, a solidão onde é condicionado a viver, teme aceitar a mesma
como uma velha amiga, em tantas noites de frustração ele se afoga na sua
própria mente e o choro desperta, as lagrimas simplesmente vem sem convite
prévio, escorrem até molhar o velho tapete judiado pelo tempo, os anos se
passam e ele esta deixando de ser um garoto assim como o tapete, o tempo também
esta judiando dele, e ele esta se cansando, no meio do cansaço foge da
realidade, com pensamentos sobre sua infância, como a vida era antes de
conhecer o sofrimento, de seu coração bater sem doer, de não conhecer o pânico de
agonizar pelo chão, de ser um livro aberto, de se jogar de cabeça em cada
relação, de amar em demasiado, de seus sentimentos, cansado de ser tão vulneral,
tão sensível, os ensinamentos aprendidos em seu momento de fraqueza, uma vez
disseram que garotos não choram, então a partir desse momento ele percebeu que
não chorava mais como um garoto, mais sim como um homem, pois era uma nova
situação, que um garoto não conseguiria conviver, não importa a dor e tristeza que suporta em seu coração, não
importa quantas vezes seu coração foi partido, somos o que podemos ser e isso
faz ele ser quem é? Oculto na fumaça de seu cigarro, exposto na bebedeira no
meio da noite, em suas vestes escuras, vivendo por amores nostálgicos,
idealizados e platônicos, querendo sempre mudar o seu jeito, sua rotina, mais de
certa forma ele é exatamente o que queria ser, somente não reconheceu eterna reciprocidade,
mais às vezes ele consegue sorrir por ser nada mais e nada menos do que realmente
é, sendo um pouco de mim e um pouco de você, que ainda insiste em viver por amor,
mesmo que se sente único, em compreender sentimentos tão incomuns para tantas
pessoas, um simples apaixonado, sem ter o que amar, e abraçando tudo como uma
nova saída ao mesmo tempo, idealizando um mundo onde todas as pessoas vivem por
amor e onde a dor se torne raridade.
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