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quarta-feira, 24 de julho de 2013

O último romântico

Eis um garoto que passa seu tempo sozinho que aprendeu no silêncio da solidão, admirar a direção que vento soprar, tocando em seu cabelo de forma tão gentil, em dias tão solitários ele abre os seus olhos, castanhos claro como o mel e calmamente olha tudo em sua volta, e tenta buscar uma única razão para sorrir, triste garoto que vê tudo pela janela, para o mais belo campo e desvia seu olhar atentamente para o céu, e não consegue ver o deslumbre do simples ao mesmo tempo complexo céu, de beleza única, tanto do dia ou como da noite, o céu do sol que aquece e da lua que encanta banhando a noite deixando o amor um tom mais prata, que faz o poeta sonhar, e o homem nela querer pisar, mais para aqueles que sofrem por amor seu mundo recusa a realçar tons que não sejam escuros, sonhando com o mundo feito por cores primas, não importa para onde ele olhe não pode presenciar a beleza de um arco-íris, ele é um sonhador com tantos sonhos tão simples, buscando o seu tão sonhado pote de ouro do outro lado, tão distante, é uma busca eterna por amor, nenhum canto em volta aos sete mares parece confortante, ele só vê o outro lado do prisma onde há ausência da luz, ele só vê o vazio, a solidão onde é condicionado a viver, teme aceitar a mesma como uma velha amiga, em tantas noites de frustração ele se afoga na sua própria mente e o choro desperta, as lagrimas simplesmente vem sem convite prévio, escorrem até molhar o velho tapete judiado pelo tempo, os anos se passam e ele esta deixando de ser um garoto assim como o tapete, o tempo também esta judiando dele, e ele esta se cansando, no meio do cansaço foge da realidade, com pensamentos sobre sua infância, como a vida era antes de conhecer o sofrimento, de seu coração bater sem doer, de não conhecer o pânico de agonizar pelo chão, de ser um livro aberto, de se jogar de cabeça em cada relação, de amar em demasiado, de seus sentimentos, cansado de ser tão vulneral, tão sensível, os ensinamentos aprendidos em seu momento de fraqueza, uma vez disseram que garotos não choram, então a partir desse momento ele percebeu que não chorava mais como um garoto, mais sim como um homem, pois era uma nova situação, que um garoto não conseguiria conviver, não importa a  dor e tristeza que suporta em seu coração, não importa quantas vezes seu coração foi partido, somos o que podemos ser e isso faz ele ser quem é? Oculto na fumaça de seu cigarro, exposto na bebedeira no meio da noite, em suas vestes escuras, vivendo por amores nostálgicos, idealizados e platônicos, querendo sempre mudar o seu jeito, sua rotina, mais de certa forma ele é exatamente o que queria ser, somente não reconheceu eterna reciprocidade, mais às vezes ele consegue sorrir por ser nada mais e nada menos do que realmente é, sendo um pouco de mim e um pouco de você, que ainda insiste em viver por amor, mesmo que se sente único, em compreender sentimentos tão incomuns para tantas pessoas, um simples apaixonado, sem ter o que amar, e abraçando tudo como uma nova saída ao mesmo tempo, idealizando um mundo onde todas as pessoas vivem por amor e onde a dor se torne raridade.

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